Em novembro, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro de um novo biossimilar do bevacizumabe, desenvolvido com base no medicamento de referência previamente registrado no país. Este novo medicamento representa um avanço na ampliação do acesso ao tratamento oncológico.


Segundo a Anvisa, "a solicitação de registro foi fundamentada na promoção de maior acessibilidade ao medicamento, ampliando as opções para assistência oncológica". Estudos apresentados demonstram que o biossimilar mantém os mesmos benefícios terapêuticos do produto de referência.


Além deste novo registro, há outros três biossimilares do bevacizumabe aprovados no Brasil, ampliando as opções terapêuticas disponíveis.


O bevacizumabe é um anticorpo monoclonal humanizado recombinante, com ação que neutraliza o fator de crescimento endotelial vascular (VEGF), reduzindo a angiogênese e, consequentemente, inibindo o crescimento de tumores.


Indicações Terapêuticas

O novo biossimilar aprovado contempla as seguintes indicações terapêuticas. Em combinação com quimioterapia à base de fluoropirimidina para pacientes com carcinoma colorretal metastático.


Câncer de pulmão de não pequenas células (CPNPC):


Associado à quimioterapia à base de platina como primeira linha para CPNPC não escamoso, irressecável, localmente avançado, metastático ou recorrente.


Em combinação com inibidores de receptores de fator de crescimento epidérmico (EGFR), para CPNPC não escamoso avançado com mutações ativadoras de EGFR.


Câncer de mama metastático ou localmente recorrente:


Associado ao paclitaxel como primeira linha para pacientes que não receberam quimioterapia prévia para doença metastática ou recorrente. Combinado à capecitabina, para pacientes com resistência a tratamentos prévios com taxanos e antraciclinas.


Câncer renal metastático e/ou avançado:


Em combinação com alfainterferona como terapia de primeira linha.


Câncer epitelial de ovário, tuba uterina e peritoneal primário:


Associado à carboplatina e paclitaxel como tratamento inicial em estágios avançados. Em combinação com carboplatina e gencitabina na primeira recorrência sensível à platina. Com paclitaxel, topotecana ou doxorrubicina lipossomal peguilada em casos de recorrência resistente à platina.


Câncer de colo do útero:


Em combinação com paclitaxel e cisplatina (ou topotecana para pacientes intolerantes à platina), para casos persistentes, recorrentes ou metastáticos.